segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
O meu 'muito obrigada!'
segunda-feira, 25 de março de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Coisas que a gente só entende depois que se torna mãe (ou irmã)... de um cachorro!
domingo, 21 de outubro de 2012
Retrospectivando a teledramaturgia em 2012
Como já disse – acima e em texto mais antigo publicado neste blog, “A Vida da Gente”, escrita por Lícia Manzo, trouxe para a tela personagens e diálogos (e monólogos!) nunca antes vistos na televisão. A fórmula já havia sido maciçamente usada por Manoel Carlos, mas Lícia completou com sal temperado – se é que me entendem. Personagens tão verossímeis que chegavam ao ponto de incomodar o telespectador. Às vezes, a sensação era a de que a nossa vida privada tinha sido invadida ou observada sem percebermos. Não foi à toa, e todos sabem disso, que chorei em todos os capítulos dos dois primeiros meses de novela. As atuações e a máxima ausência de clichês nos textos colaboraram, e muito, para isso. Lícia soube explorar o “retratar a realidade” a seu favor.
Apesar de não ter sido sucesso de audiência – justificado, talvez, pela profundidade nos dramas dos personagens, quase sem ter momentos de leveza e divertimento, e pela menor dinamicidade comumente vista em outras tramas, “A Vida da Gente” serviu, também, como mais um trampolim de experimentações, uma espécie de telenovela piloto para mostrar o que ainda está por vir. Experimentações em fotografia e técnicas de filmagem (os ângulos das câmeras já não eram os mesmos de sempre, os objetos de cena misturavam-se com os atores... várias possibilidades foram executadas tendo o cinema como inspiração principal), além da experimentação de novos autores – para renovar o quadro já exaustivo, novas formas de narrativa e novos enredos. Lembrando que essas inovações já estavam sendo explicitamente testadas antes – em Cordel Encantado, por exemplo, que não pude acompanhar como gostaria e outras anteriores também de época.
“Empreguetes” (como ficou mais conhecida e como prefiro chamar) inovou em tudo, ou quase tudo, que poderia. A começar pelos autores estreantes: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira – alguém já tinha ouvido falar no nome deles? Eu não. Não que eu lembre. Os dois, talvez sem muita pretensão, decidiram escrever uma trama em que a figura da empregada doméstica fosse a protagonista. É possível que muitos não se deem conta da representatividade que a ideia tem: criar não só uma, mas três empregadas domésticas, de fato, como protagonistas é como se os autores gritassem “a classe D e C estão aí, reivindicando espaço, querendo e merecendo ser representadas como são e como gostariam de ser”. E assim foi! A empregada chefe de família, a empregada cantora e a empregada sonhadora mostradas de forma igualitária ao lado da também protagonista Chayene, rainha do eletroforró e inimiga das três.
Mas o maior trunfo de Empreguetes, que foi e está sendo freneticamente estudado, é a mudança de postura que a Globo assumiu com relação à Internet. Pela primeira vez (sim, porque aquele blog fuleirinho da Luciana, de Páginas da Vida, era apenas um aperitivo para os mais desocupados, um teste de como o meio digital poderia ser usado a favor das tramas da emissora), a Internet funcionou para alavancar e direcionar os rumos da novela. O tempo inteiro havia troca entre o meio televisivo e o digital, um trabalho fantástico de transmídia que deu (e muito!) certo.
Com uma temática já batida (vingança, justiça, traição e blá blá blá), a novela veio com um elenco afinado, com texto bem trabalhado e com as técnicas de cinema na ponta da mão. Fotografia cheia de detalhes, câmera na mão, frases de efeito, muito suspense e atores que sabiam muito bem o que precisavam fazer (até o Murilo Benício conseguiu melhorar durante a trama).
“Avenida Brasil” não revolucionou o gênero, mas foi necessária. O sucesso e a projeção que recebeu não seriam possíveis sem a Internet. O autor soube aproveitar os benefícios (e malefícios) desse meio. Os textos – e abertura - eram, digamos assim, fábrica de “memes”, construídos justamente para impregnar as redes sociais e alavancar público e audiência. Aliado a isso, ainda vinham a narrativa acelerada e as reviravoltas dos personagens.
Mas, apesar dos erros, “Avenida Brasil” cumpriu seu papel. Levou a classe C ao pódio principal, interagiu com o público por diversos meios, emplacou de vez as inovações técnicas no horário e discutiu temas importantes à sociedade. Um dos principais foi a poligamia, vivida pelo núcleo de Cadinho e de Suelen. Temática delicada, ainda desconfortável, mas que precisa ser trabalhada assim como foi, em décadas passadas, o homossexualismo. Mas o autor, talvez pela própria pressão da sociedade, não soube explorar bem a potencialidade do tema e dos personagens. Se não fosse pelos atores, os dois núcleos teriam sido um verdadeiro desastre.
Além disso, era preciso adequar-se à nova realidade social e econômica do país. A classe C tomou conta do mercado e incluí-la como principal em produtos televisivos era necessário. É a classe que atualmente mais gera lucro e valor aos produtos. Era preciso representá-la na TV da forma como ela é, e não só como gostaria de ser, para não perdê-la ainda mais de vista, como vinha (e está) acontecendo por conta das TVs por assinatura – com cada vez mais adeptos no país, principalmente os da classe C.
A teledramaturgia brasileira assumiu um novo caminho (riquíssimo para quem a estuda) e assim será, ou tentará ser, pelos próximos anos. Os antigos teledramaturgos estão sendo aos poucos aposentados para dar lugar aos novos, com novas ideias e novas funções. Uma transformação que só tem a beneficiar emissora e telespectador, como foi o caso das três novelas acima citadas. Infelizmente (ou felizmente) ficarei agora um bom tempo sem acompanhar novelas. Falta tempo para assistir a das 6 e a das 7 e, quanto à nova das 9 que começa agora... Não sou obrigada a arder no mármore do inferno com mais uma bomba de Glória Perez. Não mesmo! Mas depois de uma novela ruim, quase sempre vem uma boa para compensar (ouviu, Globo? Colabora!).
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Uma comédia que de “intocável” não tem nada
PS: O trailer é um tanto fraco, longe de passar a emoção do filme, mas é sempre bom conferir, né?
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Vida de Cachorrete
Au au auauauera au au auauauera au au auauaaaa
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Mary & Max: uma lição sobre autismo e amizade
Apesar de ter sido classificado pela crítica especializada como “comédia”, o filme me fez chorar (tá, tem alguns momentos que são engraçados, mas é aquele engraçado do tipo “rir pra não chorar”, sabe?), trouxe lembranças um tanto quanto amargas (além dessas das quais falei) e as boas também. Sem dúvida, é um daqueles filmes que a gente coloca no cantinho especial da prateleira cinéfila.
sábado, 16 de junho de 2012
Dos abraços
Com silêncio. Com gritos. Com giros ou balanços. Rosto a rosto. Rosto no peito. Com peito aberto. Com carinho. Com desejo. Paixão. O início.
Com todos os braços. Ou só com dois. Sincronizados. Desajeitados. Sutis. Exagerados. Sozinhos. Duplos. Coletivos. Desconfortáveis. Fofinhos.
Abraços! De desdém, falsidade. Por educação, conveniência. Sem vontade, intimidade. Por pena. Ironia. Maldade.
Abraços! Dos sinceros. De amizade. De amor. De mãe e de pai. De alegria. Euforia. Surpresa. Parabéns.
De tristeza. De lamento. De saudade. De consolo. Refúgio. Esconderijo. Despedida. Reencontro. Paz.
Abraços! Com tapa nas costas. Com cafuné. Com aperto na cintura quebrando as costelas. Batendo as orelhas. Quebrando brincos. Puxando o cabelo. Amassando a roupa. Desfazendo o penteado. Cheirando a cabeça ou o cangote. Deitando no ombro.
Abraços! Em pessoas. Em árvores. Em travesseiros. Segurando roupas, bolsas, discos, livros. Presentes.
Abraços! De tudo. De todos. Pra sempre. E só. Nada mais!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Pré-CLIC discute as novas possibilidades no audiovisual
Mais informações você confere aqui.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Vida de Jornalete (Paródia de Vida de Empreguete)
Quando chego da minha pauta, quero ir pro bar
Tá sempre cheia a Redação, eu faço texto e ligação
E o editor quer ver defeito até onde não há
Queria editor aqui no meu lugar
Eu ia rir de me acabar
Queria editor aqui no meu lugar
Com cinco pautas pra entregar
Queria editor aqui no meu lugar
Com pauta REC pra entregar
sábado, 21 de abril de 2012
“Eu sinto como se a gente nunca tivesse terminado”
Assim, Marisa Brito resumiu um dos momentos mais aguardados da música paraense: a volta, ainda que só por uma noite, da saudosa A Euterpia! O local não poderia ser mais adequado: o palco do Café com Arte, que já protagonizou shows inesquecíveis da banda em meados dos anos 2000. E o combo A Euterpia + Café com Arte tem um significado especial pra mim: foi por causa da banda, pra ouvir ao vivo as músicas que eu já curtia pela rádio, que comecei a frequentar o Café e a mudar, definitivamente (amém!), minha vida social - e musical. Parei de ir às "boatchys", aos pagodes, aos forrós e sertanejos (meldeos!). Eu vivia "drogada" e hoje estou curada. Aleluia, irmãos! Mas enfim, vamos voltar ao show.
O público... (gente, que público!). Não lembro de ter visto algo assim na vida. Lembrei logo do filme O Homem do Futuro em que a máquina do tempo transporta todo mundo para a mesma festa e tudo continua ali, do mesmo jeito. A diferença é que ontem, mesmo com tudo parecendo igual como era antes, todos já estavam cinco anos mais velhos, pelo menos. Mas a paixão por Euterpia continua a mesma. Não há dúvidas! Todos ainda sabiam cantar cada verso de cada música. Pularam, gritaram, se emocionaram. Já eu mal conseguia me mexer, por incrível que pareça. Influência do cansaço, claro – afinal, show do Felipe Cordeiro uma hora antes é pra destruir qualquer pé. Mas a verdade é que eu fiquei hipnotizada. Ver a Marisa com a mesma presença de palco (com certeza, uma das melhores que já vi) fez um filme enorme passar pela minha cabeça durante o show. Confesso que às vezes senti até vontade de chorar. Reviver e relembrar meus 17, 18 anos e tudo de mais lindo que aquele tempo me trouxe, foi uma experiência incrível. Acho que quando inventarem o teletransporte vai ser mais ou menos assim.
Deixando de lado Arrigo Barnabé e Veneza, que são clássicas e, óbvio, deixaram todos enlouquecidos no Café, o momento mais surreal pra mim foi a Marisa cantando Lusco Fusco. Aí foi nostalgia injetada na veia! Fechei os olhos e sumi dali. Sei lá em que mundo fui parar, só sei que foi assim: lindo!
O show foi curto, algumas músicas ficaram de fora porque a banda não estava completa e quase não tiveram tempo de ensaiar e blábláblá. Foi mesmo uma participação especial, como dizia no cartaz da festa. Mas acredito que todos tiveram a mesma sensação que a Marisa: a banda parecia nunca ter terminado. Parecia nunca ter parado de tocar o repertório consagrado. Os anos pareciam não ter passado. E a Marisa (aquela fofa!) estava tão à vontade quanto antes. Saudade tem dessas coisas.
Impossível não pensar nas clássicas perguntas “Por que acabou? Será que nunca mais volta?”, mas, como a própria Marisa disse, é bom saber que estão todos bem, felizes, seguindo outros caminhos e realizando outros sonhos. Só tenho a agradecer à Euterpia, à Marisa e ao Café por terem atendido ao meu pedido – que fiz por várias vezes, durante todos esses anos, bem baixinho, quase como uma prece. Muito obrigada, de verdade! Foi inesquecível! E, claro, voltarei a pedir por outros momentos como o de ontem. Vai que...


















